ETED, chamado e propósito: como dar o próximo passo quando você ainda tem dúvidas

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No episódio 05 do The Waves Podcast, Marcel conversa com Carlinha, missionária da Jocum há 24 anos e coordenadora do Centro de ETED no Brasil e na África, sobre dúvidas muito comuns de quem sente um chamado missionário, mas ainda não sabe por onde começar. “Será que missões é para mim?” “Preciso largar tudo?” “E se minha família não entender?” “Como saber se estou ouvindo Deus de verdade?” Essas perguntas aparecem com força especialmente na juventude, quando decisões sobre futuro, profissão, fé e propósito parecem se cruzar ao mesmo tempo.

A ETED não é só para quem já decidiu ser missionário

Uma das ideias mais importantes da conversa é que a ETED não deve ser vista apenas como um caminho para quem já decidiu viver como missionário de longo prazo. Carlinha explica que a escola é indicada para todo cristão que deseja conhecer mais a Deus e fazê-lo conhecido.

Ela afirma que muita gente chega pensando que ficará no campo missionário para sempre, mas Deus direciona essa pessoa para servir em outras esferas da sociedade. Outros chegam pensando em viver apenas uma experiência curta, mas durante a escola entendem que Deus está chamando para algo mais profundo.

Nas palavras dela: “É muito limitante dizer que é para quem tem chamado a longo prazo. É tempo para você ouvir a Deus e se dispor a continuar obedecendo aquilo que Ele tem.”

Essa fala conversa diretamente com quem ainda não tem todas as respostas. A ETED aparece como um ambiente de discernimento, não como uma exigência de já chegar com tudo definido. É um tempo para diminuir ruídos, sair da rotina comum e se conectar com Deus de forma intencional.

Mais do que um curso, uma comunidade missionária

Carlinha também destaca que o grande diferencial da ETED é o ambiente em que ela acontece. Antes de ser um curso ou programa de treinamento, ela define a ETED como uma comunidade missionária.

Isso significa que os alunos vivem em uma base missionária e participam de uma rotina marcada por louvor, intercessão, aulas, serviço, cuidado com a estrutura, grupos pequenos, evangelismo e vida em comunidade. O aprendizado não fica restrito à sala de aula. Ele acontece na mesa, nas conversas, nas decisões, nas tarefas simples e na prática daquilo que foi aprendido.

Ela resume isso com uma expressão forte: “viver e aprender”.

Essa dinâmica ajuda a formar não apenas conhecimento, mas maturidade. A pessoa aprende sobre Deus enquanto serve, convive, ora, ouve, trabalha, é acompanhada e também confrontada em áreas práticas da vida.

No episódio, Carlinha menciona referências bíblicas que atravessam essa visão: o coração transformado citado a partir de Ezequiel, a oração “venha o teu Reino, seja feita a tua vontade”, o exemplo de Jesus fazendo o que vê o Pai fazer, a jornada de Abraão diante do desconhecido, Barnabé como alguém que caminha junto e as cartas paulinas como referência de cuidado e sustento missionário.

Identidade, propósito e obediência no caminho

Quando Marcel pergunta qual transformação alguém pode esperar ao fazer a ETED, Carlinha responde de forma muito direta: a pessoa pode sair mais parecida com Jesus e entender melhor o que Deus tem para sua vida.

Ela conta que, em sua própria história, chegou à ETED pensando que iria para Bangladesh trabalhar com crianças e adolescentes. Mas durante a escola, ao ouvir Deus, percebeu que o caminho era diferente: investir em treinamento, fundamentar cristãos e multiplicar aquilo que Deus estava fazendo entre as nações.

Essa parte da conversa é importante porque mostra que propósito não é apenas realizar um plano pessoal com linguagem espiritual. Muitas vezes, ouvir Deus significa reorganizar expectativas, abrir mão de algumas ideias e obedecer a uma direção que não estava no roteiro inicial.

Carlinha afirma: “Eu acredito que a gente sai mais parecido com Jesus” e conecta isso a uma renovação de mente sobre aquilo que realmente importa para Deus.

Para quem está inseguro, ela também traz uma orientação prática: não caminhe sozinho. Segundo ela, quem pensa em fazer ETED precisa trazer pessoas para perto: igreja, amigos, pais e líderes. Gente que possa orar junto, ouvir junto e acompanhar o processo.

O primeiro passo para quem quer fazer ETED

Na parte final da conversa, Carlinha orienta que o primeiro passo é procurar uma base de Jocum, mas sem se inscrever automaticamente na primeira opção encontrada. O conselho dela é pesquisar, entrar em contato, fazer perguntas, entender a rotina, perguntar sobre o prático, conhecer o perfil da base e orar antes de decidir.

Ela lembra que existem diferentes bases, realidades e ênfases. Algumas podem ter mais relação com artes, comunicação, treinamento, tradução da Bíblia, povos indígenas, ribeirinhos ou outras áreas de atuação. Por isso, escolher uma ETED também envolve discernir onde aquele processo fará mais sentido para o momento de cada pessoa.

E para quem ainda está com medo, Carlinha deixa uma frase central: “Decisão antecede a provisão.”

Isso não significa agir de forma isolada ou irresponsável. Pelo contrário, durante a conversa ela reforça a importância de caminhar com apoio, ouvir conselhos, envolver a igreja e não tomar decisões sozinho. Mas também lembra que esperar condições ideais pode paralisar quem já sabe que precisa dar um passo de obediência.

Se essa conversa despertou algo em você, assista ao episódio completo no YouTube e aprofunde essa reflexão.

Se você já está decidido a dar o próximo passo em missões, conheça a ETED e inscreva-se: eted.org.br

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