Povos não alcançados: o chamado missionário ainda é urgente

Image fornecida pelo autor

No episódio 04 do The Waves Podcast, Silas Silva conversa com Gilly Ferraz sobre povos não alcançados, chamado missionário e a responsabilidade da igreja diante daqueles que ainda não ouviram falar de Jesus. A conversa parte de uma pergunta simples, mas profunda: como ainda existem pessoas sem acesso ao Evangelho em um mundo com tantas igrejas, missionários e recursos?

A partir da sua própria história, Gilly mostra que missões não começam com uma estrutura perfeita, mas com um relacionamento real com Jesus e uma disposição sincera em obedecer. Para quem sente o coração queimar por missões, mas ainda não sabe por onde começar, este episódio é um convite à oração, ao preparo e à ação.

Chamado começa com relacionamento, não com religiosidade

Gilly conta que cresceu em um ambiente de igreja, mas sem um relacionamento verdadeiro com Deus. Ele acreditava que Deus existia, mas não acreditava que Deus podia escutar o que acontecia dentro da sua casa. Tudo mudou quando, ainda adolescente, ele orou de forma simples: se Deus realmente o escutava, que enviasse alguém para orar por ele.

Naquela noite, ele entendeu que Jesus havia morrido por seus pecados e decidiu entregar sua vida a Cristo. A partir desse encontro, começou a compartilhar Jesus com outras pessoas.

Como ele mesmo resumiu: “Eu tinha uma vida de religiosidade, não de relacionamento.”

Esse ponto é essencial para qualquer jovem que pensa em missões. Antes de ir para algum lugar, antes de fazer uma escola, antes de escolher um país ou um povo, existe uma pergunta mais profunda: você está caminhando com Jesus?

Missões começam quando a transformação que Jesus fez em nós se torna impossível de guardar só para nós.

Povos não alcançados: quem ainda precisa ouvir?

Durante a conversa, Gilly explica que povos não alcançados são aqueles com 2% ou menos de cristãos em sua população. Ele também fala sobre os povos não engajados, onde não há nenhuma representação cristã, nenhuma igreja ou presença missionária conhecida.

Essa explicação ajuda a tirar o tema do campo abstrato. Não estamos falando apenas de lugares distantes, mas de pessoas reais que ainda não tiveram acesso claro ao Evangelho. Gilly também lembra que, em alguns contextos, a igreja pode não se parecer com o modelo público que conhecemos no Brasil. Pode ser uma igreja clandestina, uma reunião simples dentro de uma casa ou debaixo de uma árvore.

A conversa também amplia a visão sobre o Brasil. Segundo Gilly, há desafios missionários dentro do próprio país: povoados sertanejos, comunidades ribeirinhas, quilombolas, ciganos, pessoas surdas ou com deficiência auditiva, etnias indígenas, refugiados e imigrantes.

Ou seja, povos menos alcançados não estão apenas “do outro lado do mundo”. Muitos estão mais perto do que imaginamos.

O maior desafio ainda são trabalhadores

Quando Silas pergunta qual é o maior desafio para alcançar esses povos, Gilly responde a partir de Mateus 9:38: “Peçam ao Senhor da Seara que envie trabalhadores.”

Para ele, o desafio central é levantar pessoas dispostas a servir. Não apenas pessoas com todos os recursos prontos, todas as respostas ou todas as habilidades, mas trabalhadores que aceitam ser formados no caminho.

Gilly fala com muita honestidade sobre isso. Ele diz que não se escolheria. Não veio de uma família estruturada, não tinha grandes recursos financeiros e não se via como alguém naturalmente habilidoso para falar em público. Mesmo assim, Deus o chamou, o formou e o conduziu ao longo dos anos.

Essa parte da conversa é importante para quem pensa: “Eu não sei falar inglês”, “não tenho faculdade”, “não sou bom o suficiente” ou “não tenho dinheiro”. O episódio não romantiza os desafios, mas também não deixa o medo ser a palavra final.

Como Gilly afirma: “O lugar mais perigoso da face da terra é fora da vontade de Deus.”

Por onde começar?

A resposta de Gilly é prática: comece com oração. Ele conta a história de sua filha, que ainda criança começou a orar por um povo não alcançado. Anos depois, em outro país, ele encontrou uma mulher daquele povo e entregou a ela o Evangelho de João em sua própria língua.

Essa história mostra que oração não é um detalhe pequeno. Para quem ainda não pode se mover geograficamente, orar já é um começo real. A partir disso, Gilly orienta jovens a olharem para os povos menos alcançados, escolherem uma nação ou povo para orar, conversarem com a família e liderança, buscarem preparo e caminharem em direção ao que Deus está colocando no coração.

Ele também menciona a JOCUM como um espaço de treinamento, formação bíblica, preparo transcultural, tradução da Bíblia, saúde, comunicação, esportes, aconselhamento e outras áreas de influência. A formação missionária, nesse contexto, não é apenas acadêmica. É prática, espiritual e voltada para cumprir o chamado.

Referências bíblicas citadas no episódio: Mateus 28, Mateus 24:14, Mateus 9:38 e Salmos 2:8.

Missões não começam quando você tem tudo resolvido. Começam quando você decide responder a Deus com o que tem hoje: oração, disposição, obediência e um coração pronto para ser formado.

Se esse episódio despertou algo no seu coração e você sente que Deus pode estar te chamando para missões, o próximo passo não precisa ser confuso nem solitário.

E para mergulhar nessa conversa completa sobre povos não alcançados, desafios missionários e como começar, assista ao episódio 04 do The Waves Podcast no YouTube. Compartilhe com alguém que também carrega esse desejo de entender melhor seu lugar nas missões.

Para quem já tomou uma decisão e quer se preparar melhor para viver esse chamado, a ETED — Escola de Treinamento e Discipulado é um caminho para crescer no relacionamento com Deus, fortalecer sua fé e entender como viver uma vida missionária com mais clareza e profundidade.
Inscreva-se na ETED: eted.org.br

Rolar para cima