No episódio 13 do The Waves, Maya recebe Rick Gois para conversar sobre chamado missionário de curto e longo prazo. Rick é missionário desde 2001, lidera a Jocum Carioca e compartilha sua trajetória a partir de uma experiência marcante: o momento em que ouviu Deus chamando-o para a vida missionária e respondeu com obediência.
Essa conversa toca em uma dúvida muito real para muitos jovens: será que missões são para uma fase da vida ou para a vida toda? Será que fazer uma ETED significa permanecer em tempo integral? E como saber se Deus está chamando para ir, ficar, voltar ou servir de outra forma?
A pergunta que acompanha muita gente: meu chamado é curto ou longo?
Quando o assunto é chamado, é fácil olhar para a história de outras pessoas e tentar encontrar uma fórmula. Alguns parecem saber desde o começo que vão permanecer por uma vida inteira. Outros vivem uma escola, uma viagem, uma experiência missionária curta e depois voltam para servir em sua igreja local, trabalho ou cidade.
Rick lembra que o reino de Deus é dinâmico. Isso não significa que não existe direção, compromisso ou obediência. Significa que Deus conduz pessoas de formas diferentes, em tempos diferentes e com responsabilidades diferentes.
Por isso, uma das falas mais importantes do episódio é simples e direta: “Todo mundo tem chamado.” Essa frase ajuda a tirar o peso da comparação. O chamado de alguém que serve em tempo integral não anula o chamado de quem glorifica a Deus em uma escola, em um trabalho, em uma igreja local ou em outro ambiente.
O ponto não é copiar a resposta de outra pessoa. O ponto é entender o que Deus está falando com você.
O que Rick aprendeu ao responder com obediência
Rick conta que, antes de entrar na Jocum, já tinha uma vida encaminhada em Brasília. Ele havia passado em concursos, tinha trabalho, planos e uma realidade estável para um jovem da sua idade. Mesmo assim, em um encontro com missionários da Jocum, ouviu claramente o Espírito Santo dizer que aquela era a vida que Deus tinha para ele.
A resposta dele não foi construída com todos os detalhes resolvidos. Ele precisou conversar com seu pai, seu pastor e seu patrão. Havia questões emocionais, espirituais e práticas envolvidas. Ainda assim, a decisão começou em um lugar claro: “Deus falou, eu vou.”
Ao lembrar desse processo, Rick resume com uma frase forte: “A bênção de Deus segue a obediência.” Não porque obedecer elimina todo sacrifício, mas porque a obediência abre caminho para viver a direção de Deus com confiança.
Para quem está em dúvida hoje, isso é importante. Talvez você ainda não tenha todas as respostas. Talvez ainda existam conversas, medos e processos pela frente. Mas o primeiro passo continua sendo ouvir Deus com sinceridade e responder ao que Ele está mostrando.
Como isso se conecta com chamado, missão e decisão
Rick também fala sobre permanência. Ele não trata a vida missionária como algo sustentado apenas por emoção ou empolgação. Ao longo dos anos, surgiram crises, perguntas e momentos em que foi necessário ouvir Deus novamente.
Essa parte da conversa é muito importante porque mostra que chamado não é apenas uma decisão inicial. É uma caminhada de relacionamento com Deus. Rick diz que precisou continuar ouvindo a voz de Jesus em diferentes fases, e que essas memórias da direção de Deus ajudaram a criar compromissos de continuidade.
Ao mesmo tempo, ele reconhece que existem experiências missionárias de curto prazo, programas, cursos, viagens e formas diferentes de se envolver com a missão. Algumas pessoas se aproximam, servem por um período e entendem que seu lugar de obediência está em outro contexto. Outras descobrem, no caminho, uma vocação de longo prazo.
A chave não está em definir tudo pela comparação. Está em ouvir e obedecer. Como Rick afirma no final do episódio: “Chamado tem a ver com assumir compromisso com Jesus.”
Se essa conversa despertou algo em você, assista ao episódio completo e aprofunde essa reflexão.
Se você já está decidido a dar o próximo passo em missões, conheça a ETED e inscreva-se!