Neste episódio do The Waves Podcast, Silas conversa com Bram, missionário da Jocum desde 2001, sobre chamado, vocação, família, provisão e os desafios reais de obedecer a Deus no campo missionário. A partir da sua própria história, Bram compartilha como conheceu Jesus, como entendeu seu chamado e como aprendeu que Deus nem sempre mostra o futuro inteiro — muitas vezes, Ele mostra apenas o próximo passo.
Existe uma pergunta que aparece no coração de muitos jovens cristãos: “Será que Deus está me chamando para missões?”
Às vezes, essa dúvida vem acompanhada de empolgação. Em outros momentos, vem com medo, insegurança e muitas perguntas práticas. Como começar? Para onde ir? E se eu estiver entendendo errado? Como vou me sustentar? Minha família vai junto? Preciso sair do país para obedecer ao chamado?
Chamado não começa com controle, começa com obediência
Bram conta que, quando conheceu Jesus, ele ainda não tinha vocabulário cristão. Não sabia exatamente o que era chamado, discipulado, evangelismo ou vida missionária. Mesmo assim, logo no início da sua caminhada com Deus, teve uma experiência marcante em que entendeu que Deus o estava chamando para missões.
Com o tempo, ele passou a entender que o chamado não é apenas uma sensação individual. Existe um mandamento claro de Jesus para fazer discípulos e multiplicar o Reino de Deus. Bram conecta isso com a Grande Comissão e também com o princípio de multiplicação apresentado em Gênesis.
Para ele, a grande questão não é se todo cristão tem uma missão. A questão é como cada pessoa vai obedecer.
Como Bram explica, muitas vezes queremos que Deus revele todo o plano da nossa vida. Queremos uma “lâmpada gigante” mostrando os próximos dois, dez ou vinte anos. Mas Deus costuma conduzir de outra forma: passo a passo.
“Cada passo é passo de fé.”
Vocação é viver como imagem de Deus no mundo
Uma das partes mais importantes da conversa é quando Bram diferencia vocação e chamado. Para ele, a vocação é geral para todo ser humano: representar Deus no mundo físico, carregar a imagem dEle e viver de acordo com os princípios do Reino.
Isso significa que uma pessoa pode ser médico, professor, psicólogo, lixeiro ou missionário em tempo integral, mas ainda assim viver com a mesma vocação central: revelar Deus onde está.
Bram também lembra que o fruto do Espírito deve gerar multiplicação. Ou seja, uma vida transformada por Deus naturalmente abre espaço para testemunho, evangelismo e discipulado. Isso pode acontecer no trabalho, na escola, na família, entre amigos ou em outro país.
O chamado, então, não se resume apenas a atravessar fronteiras. Ele também pode acontecer no bairro, na casa, na família e nas pequenas decisões de obediência.
O próximo passo pode ser onde você está
Silas pergunta se chamado sempre envolve sair de um lugar e ir para outro. Bram responde que as duas coisas são reais. Existem pessoas chamadas para outros países, mas também existem pessoas chamadas para servir na própria família, no bairro ou diante de uma necessidade próxima.
Ele compartilha o exemplo de um amigo que, recém-casado, sentiu que deveria acolher o sobrinho em uma situação difícil. Aquilo talvez não parecesse “missões” da forma tradicional, mas foi uma resposta clara ao chamado de Deus.
Essa perspectiva tira o chamado do campo da comparação. O mais importante não é se o chamado parece grande ou pequeno aos olhos dos outros. O mais importante é obedecer com o mesmo coração.
Se Deus chama alguém para a Tailândia, a resposta deve ser obediência. Se Deus chama alguém para o vizinho, a resposta também deve ser obediência.
“Ser cristão tem que ser ouvido aberto: escutar e obedecer.”
Como começar a discernir o chamado?
Bram sugere algo simples e profundo: separar tempo diário com Deus, ficar em silêncio, ouvir o Espírito Santo e anotar os pensamentos que vêm nesse tempo. Segundo ele, muitas pessoas acham que Deus não fala, mas quando começam a registrar o que percebem em oração, enxergam uma linha de direção.
Esse processo não elimina todas as dúvidas, mas ajuda a perceber o próximo passo.
Bram também fala da ETED como um ambiente importante de preparo. Ele compara esse tempo a uma panela de pressão: algo concentrado, intenso e capaz de marcar a vida da pessoa para o futuro. Para ele, a ETED ajuda jovens a aprofundarem o relacionamento com Deus, crescerem em fé e discernirem melhor o que Deus está falando.
Talvez você ainda não tenha todas as respostas. Talvez ainda existam medos sobre dinheiro, família, futuro ou direção. Mas o chamado não começa quando todas as perguntas desaparecem. Ele começa quando você decide ouvir Deus e obedecer o próximo passo.
E para se aprofundar nessa conversa sobre chamado, obediência, provisão e vida missionária, assista agora o episódio completo no YouTube.
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